sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Mistério

ROTARY
Colégio Estadual Juvenal Mesquita – Ensino Fundamental e Médio
Bandeirantes – Paraná
Cornélio Procópio
            DAVID GALHARDI DE PAULO, 7, 9º. A



MISTÉRIO


Bandeirantes. situada a 380 km da capital do Paraná, Curitiba, é o resultado da junção de três povoados: Invernada, Bandeirantes e Vila Rezende, oficializada no final de 1932. 
No legado de Bandeirantes, nos seus 80 anos, quando celebra seu Jubileu de Carvalho, encontra-se a história do Hotel Termas Yara. É uma história fantástica, trágica, esquecida no tempo.  
Na década de 30, Domingos Regalmute, descobriu em suas terras, distante 9 km de Bandeirantes, próximo a junção dos rios Cinza e Laranjinha, um gêiser (fonte que jorra). A água tinha cheiro e gosto. Regalmute procurou a prefeitura e Bandeirantes e conseguiu autorização para analisar o local. Em 1942, a Universidade Federal do Paraná apresentou o resultado das análises: era uma fonte de água termal. Fonte de água termal é uma nascente natural cuja água tem uma temperatura mais elevada que a do corpo humano (normalmente entre 36,5 °C e 37,5 °C ) A água termal é enriquecida de minerais em altas concentrações, contidas no solo e nas rochas do local, e daí vem a diferença para a água potável.  Por ser rica em sais minerais e oligoelementos, como zinco, cálcio, magnésio, ferro, selênio, possui ação anti-inflamatória, cicatrizante e ajuda a combater os radicais livres gerados pela poluição, cigarro e raios solares.
O hotel e piscina ali construídos foram palcos de grandes acontecimentos. Inúmeras pessoas buscavam ali a cura para seus males. Mas, com mais de 80 anos, Regalmute, com trombose, amputou as duas pernas. Inconformado com a situação suicidou-se. Seu herdeiro, morreu num acidente de trânsito. Um incêndio destruiu boa parte do hotel. Até hoje ninguém conseguiu dar vida àquele cenário de abandono.
Na tradição oral conta-se que os dias gloriosos vividos eram resultados de um acordo que Regalmute fez com o diabo. Trocou a sua alma pelo dinheiro e sucesso. Quando a dívida foi cobrada, Regalmute pediu clemência e uma chance lhe foi dada. Se conseguisse mergulhar na piscina estaria salvo. Cruel, o credor foi tirando do seu devedor um membro de cada vez. E a cabeça ficou ao lado da piscina.

Mulher vestida de noiva, janelas batendo, portas abrindo e fechando sozinhas, passos e vozes que parecem vir de todos os lugares, a sensação de que tem sempre alguém vigiando... é o epílogo de uma história de trabalho, ganância, glória e perdição.

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