ROTARY
Colégio Estadual Juvenal Mesquita – Ensino
Fundamental e Médio
Bandeirantes – Paraná
Cornélio Procópio
DAVID GALHARDI DE PAULO, 7, 9º. A
MISTÉRIO
Bandeirantes.
situada a 380 km da capital do Paraná, Curitiba, é o resultado da junção de
três povoados: Invernada, Bandeirantes e Vila Rezende, oficializada no final de
1932.
No
legado de Bandeirantes, nos seus 80 anos, quando celebra seu Jubileu de
Carvalho, encontra-se a história do Hotel Termas Yara. É uma história
fantástica, trágica, esquecida no tempo.
Na
década de 30, Domingos Regalmute, descobriu em suas terras, distante 9 km de
Bandeirantes, próximo a junção dos rios Cinza e Laranjinha, um gêiser (fonte
que jorra). A água tinha cheiro e gosto. Regalmute procurou a prefeitura e
Bandeirantes e conseguiu autorização para analisar o local. Em 1942, a
Universidade Federal do Paraná apresentou o resultado das análises: era uma
fonte de água termal. Fonte de água termal é uma nascente natural cuja água tem uma temperatura mais
elevada que a do corpo humano (normalmente entre
36,5 °C e 37,5 °C ) A água
termal é enriquecida de minerais em altas concentrações, contidas no solo e nas
rochas do local, e daí vem a diferença para a água potável. Por ser rica em sais minerais e
oligoelementos, como zinco, cálcio, magnésio, ferro, selênio, possui ação
anti-inflamatória, cicatrizante e ajuda a combater os radicais livres gerados
pela poluição, cigarro e raios solares.
O hotel e piscina ali construídos foram palcos de
grandes acontecimentos. Inúmeras pessoas buscavam ali a cura para seus males.
Mas, com mais de 80 anos, Regalmute, com trombose, amputou as duas pernas.
Inconformado com a situação suicidou-se. Seu herdeiro, morreu num acidente de
trânsito. Um incêndio destruiu boa parte do hotel. Até hoje ninguém conseguiu
dar vida àquele cenário de abandono.
Na tradição oral conta-se que os dias gloriosos
vividos eram resultados de um acordo que Regalmute fez com o diabo. Trocou a
sua alma pelo dinheiro e sucesso. Quando a dívida foi cobrada, Regalmute pediu
clemência e uma chance lhe foi dada. Se conseguisse mergulhar na piscina
estaria salvo. Cruel, o credor foi tirando do seu devedor um membro de cada
vez. E a cabeça ficou ao lado da piscina.
Mulher vestida de noiva, janelas batendo, portas
abrindo e fechando sozinhas, passos e vozes que parecem vir de todos os
lugares, a sensação de que tem sempre alguém vigiando... é o epílogo de uma
história de trabalho, ganância, glória e perdição.
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