sexta-feira, 31 de março de 2017

LIXO, LIXINHO, LIXÃO...


Eis nossa questão:
a lata de lixo!
Ela é importante, pois evita a poluição!
Se na sua sala não tem lata de lixo,
jogue o lixo no latão...
Mas não o jogue no chão!
Porque isso faz mal à população.
Se na sua casa tem lixo,
guarde ele, então,
pois na quinta-feira passa o caminhão.
Cada lixinho jogado no chão...
Pode virar um montão!
Mais vale um lixo no latão
Do que 1.000 no chão.
Lixo, lixinho, lixão...
Eis nossa questão.

Autores: Sandra, Luciano Vitor, Reginaldo da Silva, Reginaldo Gonçalves – Grupo 1


Por um mundo melhor!

No meu tempo era maravilhoso ser criança.
Eu cresci comendo comida que os meus pais podiam colocar na mesa, respeitava o meu pai e a minha mãe e os mais velhos...
Tive TV com poucos canais e não mexia para não estragar.
Bebia água da torneira, usava sapatilhas baratas e roupas sem marca.
Ajudava minha mãe nas tarefas de casa e não achava que era exploração infantil, tinha horário para dormir. Quando tirava boas notas não ganhava presentes, porque não tinha feito mais que a minha obrigação. Notas baixas era castigo, apanhava quando aprontava e isso era apenas um corretivo e não caso de polícia!
Menos frescura e mais disciplina para essa Geração!!!! É disso que que o Mundo e as crianças estão precisando. Ordem, Respeito, Disciplina, Bondade, Obediência e Amor... Por um mundo onde não haja só direitos, mas também deveres!

                                                                     Pe. Fábio de Melo

domingo, 26 de março de 2017

NORMOSE

Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.

A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

Martha Medeiros

quarta-feira, 15 de março de 2017

TURBINADO

T    U    R    B    I    N    A    D    O
          1             2             3              4            5           6              7             8              9
           C            V            C             C            V          C             V            C              V


CLASSIFICAÇÃO EM RELAÇÃO:

A)    NÚMERO DE SÍLABAS = POLISSILABA
B)    À SÍLABA TÔNICA: PAROXÍTONA
C)    CLASSE GRAMATICAL: ADJETIVO
D)    SIGNIFICADOS:
1.       QUE TEM A FORMA DE UM CONE INVERTIDO
2.       DOIS OSSINHOS DA RAIZ DO NARIZ
3.       QUE SE TURBINOU
4.       QUE FOI DESENVOLVIDO OU REFORÇADO PARA MELHORAR O SEU FUNCIONAMENTO OU QUALIDADES



domingo, 26 de fevereiro de 2017

ROTEIRO DE RELEITURA DE TEXTO


ROTEIRO DE RELEITURA DO TEXTO



1. Estética do texto:
1 – letra legível;
2 – margens regulares;
3 – ausência de rasuras; e
4 - parágrafo.

2. Correção gramatical
5 – ortografia;
6 – acentuação;
7 – concordância; e
8 – pontuação.

3. Organização do texto:
9 - clareza e concisão;
10 - ideia central;
11 - adequação à proposta; e
12 - originalidade.

“Não sujes a fonte onde aplacaste tua sede.” 

                                                                                                                                                          (WILLIAM SHAKESPEARE)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O CHAPÉU

O CHAPÉU
          (1)Planejei meticulosamente o assassinato de Manuel Soares. Podia fazê-lo com as próprias mãos; preferi, porém, contratar um pistoleiro.
          (2)Para que Isabel não sofra, ou não sofra tanto, é imprescindível tirá-lo do caminho. Se eu próprio o matasse, o complexo de culpa iria atormentá-la, tornando impossível o grande e mais intenso amor de sua vida, fogo em que se tem consumido lentamente (emagrece e chora em silêncio, tem os olhos ardidos e o corpo trêmulo) e entre um gemido e outro de prazer eles haveriam de ouvir seu riso sarcástico e maldoso.
          (3)Mas para eliminá-lo da face da Terra, arrancá-lo da cidade como se fosse uma erva maldita, foi preciso antes que eu o odiasse. Por isso, dia após dia (somos colegas de repartição), procurei descobrir nele atitudes dissimuladas, falsidades, orgulho, mesquinharias que me dessem motivação para levar adiante o meu intento. O ódio foi alimentando-se do conhecimento. Hoje pela manhã atingiu o limite máximo, quando entreguei ao pistoleiro a quantia estipulada para o crime.
         (4) – Exatamente às 20 horas, todas as noites, ele sai de seu apartamento na Rua G, prédio 203. Hoje é segunda-feira, portanto estará vestido de calça de linho branco, camisa azul-marinho e chapéu de feltro. Preste atenção ao chapéu. É um dos últimos homens a usá-lo nesta cidade. Atire assim que atravessar a porta de vidro do edifício.
O pistoleiro recuou e, sem dizer sequer uma palavra, saiu da sala.
          (5)Os longos anos de convívio e o plano longamente arquitetado me possibilitaram conhecer todos os hábitos de Manuel Soares. Sim, não há possibilidade de engano. Exatamente às 20 horas estará na calçada, tirará o chapéu e baterá com a mão sobre o feltro (para retirar o pó), olhará indeciso para ambos os lados e enfim optará pelo direito, caminhará durante 45 minutos, ora fumando, ora assobiando uma velha canção portuguesa, e depois retornará ao apartamento. Suponho que antes de dormir mergulhe a dentadura postiça num copo d’água, displicentemente.
          (6)Hoje, durante o expediente, surpreendi-o agitado em diversas circunstâncias, esfregando  mãos com impaciência. Duas ou três vezes foi ao banheiro, atitude totalmente inabitual. Pressente alguma coisa? E se na hora H resolver não fazer o seu passeio? E se estiver com cólicas? Um medo inconsciente? E se no exato momento passar pela rua um sujeito qualquer vestido de forma semelhante e o meu contratado disparar sobre um inocente?
          (7) ão. Absolutamente não é hora de pensar em tais possibilidades. Manuel Soares será assassinado dentro de cinco minutos. O relógio da sala avança para o instante fatal.
Kieffer, Charles. Antologia pessoal. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1998.